20140425

O que era... O que ficou!!!

Seção didática e manjada. 
Mas é a prova que com bom senso  e bom gosto se chega lá.

Antes


Depois


fotos: Felipa Lux

20120416

Teste de cor: gris

Testes de cores: paredes, telas, cartolinas...

Uma cor, muitas opções.



foto: Felipa Lux

Ótimas fontes de inspiração



Quando se deve postergar um sonho?

  • Quando ele não está pronto para acontecer;
  • Quando os orçamentos solicitados se referem à construção de uma mansão, mas você só pediu a reforma do seu apartamento;
  • Quando dentro de vários meses de busca você acha que finalmente encontrou o profissional que irá atender dignamente suas demandas, ainda que você considere o preço acima do aceitável;
  • Quando com o intuito de diminuir o orçamento você diminui a quantidade de intervenções, mas o orçamento se mantém praticamente imóvel;
  • Quando você diz a e o profissional entende b;
  • Quando você, leigo, diz que um fogão de 5 bocas deve ter quase 80 cm e ele lhe retruca dizendo que no máximo é 50;
  • Quando você lhe informa que as portas do apartamento têm 2 m e ele lhe desmente pois todas as portas têm 2,10 m;
  • Quando você, cliente, pega a sua trena, e prova que a porta do seu apartamento tem 2 m e imediatamente ele lhe explica que porta fora do padrão é mais cara;
  • Quando o cliente curioso vai a um estabelecimento que vende portas e descobre que há mais de uma medida e que isso não irá encarecer a execução da obra;
  • Quando o cliente cioso procura uma empresa afamada de janelas e portas para varanda e faz um orçamento inequivocamente alto. Porém quando o arquiteto traz uma pessoa à sua casa para fazer o orçamento das mesmas o preço ofertado é apenas... o dobro;
  • Quando você resolve fazer uma lista com o que deseja que seja observado na execução da obra (colocação de espelhos, sistema de ar condicionado, etc) e lhe é respondido que não é vidraceiro, nem instala o tal ar, etc. Mas, estas intervenções não devem ser previstas? Ah sim, é a resposta;
  • Quando você entrega uma planta original do apartamento desenhada pela própria construtora. Informa  porém, que nesta não estão detalhadas vigas, o que irão diferenciar a metragem de pontos específicos de paredes, e mesmo assim, após determinar o quanto custará o valor da planta (já feita, apenas com singelas modificações), receber a primeira parcela e não medir o apartamento;
  • Quando lhe são entregues plantas toscas, mas feitas e, inacreditavelmente, erradas;
  • Quando confrontado gentilmente do erro (afinal errar é humano, porém será a forma como reagimos que nos separam dos nossos ancestrais mais primitivos), argumentar que a planta da construtora, na qual se fiou, estava errada;
  • Quando se perquire sobre o dever do arquiteto medir o espaço no qual irá trabalhar, ouvir um argumento mais tosco do que a planta que acabará de apresentar, posto argumentar que o apartamento tinha sido construído por uma empresa tão renomada, tão criteriosa, tão importante, que não haveria de supor haver algum erro na planta, logo, a medição não era prioritária;
  • Quando após ter medido somente os banheiros, ter entregue planta destes também, digamos, equivocadas;
  • Quando solicitado a apresentar uma planta que fosse fidedigna ao apartamento para que o próprio cliente pudesse esboçar se os móveis pretendidos serviriam no local, escutar que aquilo não era projeto de decoração;
  • Quando pressionado a apresentar uma planta correta para que os pontos de luz pudessem ser visualizados, ouvir que isso não era necessário;
  • Quando após tal fatídica reunião (sexta ou sétima) decide o próprio cliente pesquisar se de fato a tão famosa construtora fez uma planta tão pouco confiável e descobrir, através de um programa infantil Paint, que as plantas estavam corretas, faltando apenas as tais vigas;
  • Quando a diferença da planta da construtora sem as vigas dá uma diferença incompatível com as plantas apresentadas;
  • Quando você acorda, finalmente, e encara a situação. Pede a restituição e aguarda o desfecho do que nunca nem chegou a ocorrer.


    

Não há como continuar
(com esse).

20120406

Tela (quase) em branco

Abaixo a tela que receberá marretadas, tijolos, tinta e tudo mais até que se transforme em uma catedral para chamar de minha.






Legenda:
  • cinza: vigas
  • verde: derrubar
  • laranja: construir
  • branco: portas que não mais fecharão (simplesmente porque perderão sua função)

Apresentação

Todos querem um pedaço de teto, chão, paredes e imaginação para chamar de seu.
O sonho da representação da própria realidade, dos anseios e da conquista habitam nosso consciente desde que nos entendemos por gente.
Após muitas discussões, brigas e chateações o sonho começa a se revelar.
Primeiro no papel.
Em breve em cimento, trena, fios e tubulações.
Apresento-vos, pois, techapai.
E, vamos começar a desenhar o sete, oito, a, z e tudo mais que couber na metragem a ser desbravada.