- Quando ele não está pronto para acontecer;
- Quando os orçamentos solicitados se referem à construção de uma mansão, mas você só pediu a reforma do seu apartamento;
- Quando dentro de vários meses de busca você acha que finalmente encontrou o profissional que irá atender dignamente suas demandas, ainda que você considere o preço acima do aceitável;
- Quando com o intuito de diminuir o orçamento você diminui a quantidade de intervenções, mas o orçamento se mantém praticamente imóvel;
- Quando você diz a e o profissional entende b;
- Quando você, leigo, diz que um fogão de 5 bocas deve ter quase 80 cm e ele lhe retruca dizendo que no máximo é 50;
- Quando você lhe informa que as portas do apartamento têm 2 m e ele lhe desmente pois todas as portas têm 2,10 m;
- Quando você, cliente, pega a sua trena, e prova que a porta do seu apartamento tem 2 m e imediatamente ele lhe explica que porta fora do padrão é mais cara;
- Quando o cliente curioso vai a um estabelecimento que vende portas e descobre que há mais de uma medida e que isso não irá encarecer a execução da obra;
- Quando o cliente cioso procura uma empresa afamada de janelas e portas para varanda e faz um orçamento inequivocamente alto. Porém quando o arquiteto traz uma pessoa à sua casa para fazer o orçamento das mesmas o preço ofertado é apenas... o dobro;
- Quando você resolve fazer uma lista com o que deseja que seja observado na execução da obra (colocação de espelhos, sistema de ar condicionado, etc) e lhe é respondido que não é vidraceiro, nem instala o tal ar, etc. Mas, estas intervenções não devem ser previstas? Ah sim, é a resposta;
- Quando você entrega uma planta original do apartamento desenhada pela própria construtora. Informa porém, que nesta não estão detalhadas vigas, o que irão diferenciar a metragem de pontos específicos de paredes, e mesmo assim, após determinar o quanto custará o valor da planta (já feita, apenas com singelas modificações), receber a primeira parcela e não medir o apartamento;
- Quando lhe são entregues plantas toscas, mas feitas e, inacreditavelmente, erradas;
- Quando confrontado gentilmente do erro (afinal errar é humano, porém será a forma como reagimos que nos separam dos nossos ancestrais mais primitivos), argumentar que a planta da construtora, na qual se fiou, estava errada;
- Quando se perquire sobre o dever do arquiteto medir o espaço no qual irá trabalhar, ouvir um argumento mais tosco do que a planta que acabará de apresentar, posto argumentar que o apartamento tinha sido construído por uma empresa tão renomada, tão criteriosa, tão importante, que não haveria de supor haver algum erro na planta, logo, a medição não era prioritária;
- Quando após ter medido somente os banheiros, ter entregue planta destes também, digamos, equivocadas;
- Quando solicitado a apresentar uma planta que fosse fidedigna ao apartamento para que o próprio cliente pudesse esboçar se os móveis pretendidos serviriam no local, escutar que aquilo não era projeto de decoração;
- Quando pressionado a apresentar uma planta correta para que os pontos de luz pudessem ser visualizados, ouvir que isso não era necessário;
- Quando após tal fatídica reunião (sexta ou sétima) decide o próprio cliente pesquisar se de fato a tão famosa construtora fez uma planta tão pouco confiável e descobrir, através de um programa infantil Paint, que as plantas estavam corretas, faltando apenas as tais vigas;
- Quando a diferença da planta da construtora sem as vigas dá uma diferença incompatível com as plantas apresentadas;
- Quando você acorda, finalmente, e encara a situação. Pede a restituição e aguarda o desfecho do que nunca nem chegou a ocorrer.
Não há como continuar
(com esse).
